Elevator Pich: uma nova ferramenta nos processos seletivos

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Você sabe o que é o Elevator Pich? Como funciona? E em que momento você pode ser solicitado? Esta edição do Mundo Universitário vai contar pra você como essa ferramenta tem sido muito usada pelas empresas nos processos seletivos. E quem vai responder a essas perguntas é a Adriana D’Avila, coordenadora do CENPRE (Centro de Práticas Empresariais).

Isabelle Bento – O que é o elevator Pitch?

Adriana D’Avila – O elevator pitch é um vídeo que as pessoas gravam tem o intuito de vender uma ideia, apresentar um produto ou um serviço. É uma ferramenta cada vez mais utilizada pela área de RH e Recrutamento e Seleção, tendo uma apresentação de um candidato se colocando à disposição para uma vaga. Como o próprio nome já diz, é um vídeo bem curtinho, em uma ideia de uma conversa que você teria com alguém, com poder de decisão sobre o que você busca, dentro de um elevador.

Isabelle Bento – O nome veio daí? Dessa ideia de tempo curto e única oportunidade?

Adriana D’Avila – Isso mesmo. O elevator pitch é uma forma de se apresentar, vender uma ideia, produto ou serviço, extremamente rápida e que você tem que trazer conteúdo relevante. É uma fala muito concisa. Não dá para ficar “enchendo linguiça” e nem contando longas histórias. Tem que ir direto ao ponto para você conseguir marcar positivamente a pessoa que está com você, avaliando esse vídeo.
O pich já é uma forma utilizada há bastante tempo pelo RH. Um espaço que um estudante teria, um recém-formado, fazendo sua apresentação para um grupo, de gestores de RH. E o elevator pich veio trazer essa celeridade ao processo. Fazer a apresentação bem rapidinho, focando exatamente no essencial, no que você tem de melhor em um curto espaço de tempo para tornar o seu interlocutor muito interessado em querer saber mais.

Isabelle Bento – Qual a orientação para quem vai participar de um processo seletivo e de repente pode ser solicitado para fazer um elevator pich?

Adriana D’Avila – É cada vez mais comum as empresas solicitarem o elevator pitch. E claro que a gente deve se preparar. Primeiro, fazer um roteiro muito breve dos pontos marcantes e mais importantes, que você acredita que é atrativo para quem vai ouvir. Deve também preparar o elevator pich de acordo com a empresa, com a vaga a que se pretende. Deve preparar um cenário bacana com aquilo que você tenha a oferecer e com o que a empresa esteja buscando. Gravar mesmo na frente do espelho, se ver. Às vezes gravar uma, duas, três vezes e escolher a melhor. Destacar os resultados positivos que você alcançou, falar brevemente da sua formação, falar do que você espera contribuir e levar para empresa na qual você está se candidatando. Isso aí entre um e dois minutos no máximo.

Isabelle Bento – Aqui na Candido Mendes nos processos para contratação de funcionários e no apoio que o Cenpre dá às empresas, essa ferramenta é utilizada?

Adriana D’Avila – Sim. E há duas formas: a empresa pode pedir antecipadamente ao candidato para fazer o encaminhamento do elevator pich e esse vídeo já ser uma etapa eliminatória. Pode também estar presente durante o processo seletivo. Inclusive algumas empresas já usam o elevator pich não só como apresentação pessoal do candidato, mas também para agregar, por exemplo, uma resolução de um estudo de caso encaminhado anteriormente. Estamos com um processo aberto aqui no Cenpre que a empresa está fazendo essa solicitação aos candidatos. Ou ainda a solicitação pode vir com todo grupo de candidatos reunidos, onde são dados cerca de 15 minutos para que cada um grave com seu próprio celular naquela hora e envie para nós.

Novidades no Mundo Universitário: nova integrante na equipe!

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