Está pensando em seguir carreira na Engenharia Civil?

O Mundo Universitário mostra para você o universo de uma das graduações mais prestigiadas no Brasil: a Engenharia Civil. Quem apresenta essa carreira profissional é o professor do curso de Engenharia Civil na Universidade Candido Mendes Lucio Petrucci.

Isabelle Bento – Qual o cenário do mercado de trabalho para esse profissional?

Lucio Petrucci – Estamos passando ainda por uma crise no país, mas graças a Deus estamos vendo uma perspectiva de crescimento. Hoje, temos o pré-sal, o Porto do Açú, chegada de termelétricas no próprio porto. Então, existe essa perspectiva de crescimento, que com ela vem junto a construção civil. É uma questão de tempo.

Precisamos ter essa cultura de que, justamente, no período de crise é que devemos nos qualificar. No período de crise é que se deve buscar o conhecimento, vim para universidade, fazer o curso. Para que, quando esteja se formando, o mercado de trabalho já estará aquecido. E, assim, terá condições de entrar no mercado de trabalho.

Isabelle Bento – Em quais as áreas esse profissional poderá atuar?

Lucio Petrucci – A Engenharia Civil é muito ampla. Vai desde a construção civil convencional, passando por estradas de rodagens, ferrovias, pontes, saneamento. É um leque muito grande, o engenheiro civil pode atuar em várias áreas.

Isabelle Bento – Como funciona a formação, graduação desse profissional na Candido Mendes?

Lucio Petrucci – Nós procuramos montar uma matriz curricular, que fosse muito ampla, que contemplasse diversas áreas. Desde estrutura, onde se tem o concreto armado convencional, concreto protendido – muito utilizado em estruturas como pontes. A própria disciplina de pontes que não é muito comum em outras instituições da região. Temos estrutura de madeira, estruturas metálicas, saneamento, instalações hidráulicas, sanitárias, instalações prediais, elétricas, barragens, ferrovias, entre outras. Esse leque de áreas, possibilita ao aluno buscar a sua área de interesse para se especializar ou já atuar no mercado de trabalho.

Isabelle Bento – Quais são as atividades e projetos oferecidos para os alunos nesse curso?

Lucio Petrucci – Nós temos laboratórios muito bem equipados. Temos laboratórios de materiais, de solos, de instalações prediais e de topografia e geologia. Temos outros projetos, como, por exemplo, o Campeonato de Pontes, onde o aluno faz toda parte de cálculo, planejamento, arquitetura, molda e fabrica. Toda ela feita de palito de bambu. E nesse campeonato vence a que tiver a maior resistência. Esse ano tivemos um grupo que projetou a ponte para suportar 350 kg e a ponte de bambu suportou 645 kg. Ou seja, um valor muito acima do planejado, de tal zelo e capricho que foi feito.

Isabelle Bento – Nos apresenta, por favor, esses laboratórios. Como por exemplo o de Materiais e estruturas.

Lucio Petrucci – Nesse laboratório se encontram todos os materiais usados na construção civil. Por exemplo, nele podemos moldar. Em uma obra se faz a estrutura, o concreto, que precisa ser ensaiado para verificar se ele está atingindo a resistência desejada. Primeiramente, molda nas formas o concreto, formando blocos, que seguem para água, em um processo de imersão, seguindo normas técnicas. Depois, são colocados em uma máquina de ensaio que apresenta qual é a resistência que esse concreto vai suportar.

Isabelle Bento – Como funciona o Laboratório de Instalações Prediais?

Lucio Petrucci – Esse laboratório tem uma diferença muito grande das outras instituições. Normalmente, são criados biombos, repartições onde o aluno faz a parte de instalação. Nós buscamos fazer um laboratório que retratasse realmente o que o aluno vai vivenciar na prática. Nesse laboratório, temos um apartamento de 60 metros quadrados com varanda, sala, dois quartos, banheiro com toda parte de instalação hidráulica e elétrica, e área de serviço. O laboratório tem tudo que uma casa tem: quadro de disjuntores com todas as tubulações, os eletrotudos, fiação, disjuntores… O aluno desmonta tudo e monta. E no final tem que energizar e não pode fechar curto. Tem que funcionar. Então, o estudante vê todo dimensionamento disso na sala de aula e depois aplica na prática no laboratório, colocando a mão na massa mesmo.

Isabelle Bento – Seguimos para o laboratório de Topografia e Geologia.

Lucio Petrucci – Esse laboratório não é só usado na construção civil. Tem aparelhos, como estação total, que pode ser feito desde o dimensionamento, da medição de uma propriedade rural a estradas de rodagem, ferrovias, pontes, portos, etc. A topografia pode ser usada para colocação de pilar, sapata. Ou seja, toda parte de medição da obra. São equipamentos de alta qualidade, todos de última geração, novos. Na geologia, os estudantes têm a oportunidade de aprender sobre rochas e solos.

Isabelle Bento – O que o estudante encontra e aprende no Laboratório de Solos?

Lucio Petrucci – Esse é um dos laboratórios mais importantes. Se você vai construir qualquer coisa, seja uma ponte, um edifício, uma plataforma (ela está fixada no solo, de alguma forma existe uma fixação). Como a estrutura é feita em cima de um solo, há a necessidade de saber quais são as características e resistências para se construir algo em cima dele, porque senão cai. Foi o que aconteceu no Rio de Janeiro. Se o solo não está preparado, a estrutura vai se romper.

É nesse laboratório que aluno vai aprender justamente a fazer toda essa análise. Fazemos ensaio de granulometria, limite de liquidez e plasticidade, compactação e controle de compactação, CBR, hipermeabilidade, adensamento. Tudo que precisamos saber do solo para se dimensionar a estrutura.

Nós temos duas disciplinas de fundações e mais uma de barragem, que precisam muito desse laboratório para que o aluno tenha base para saber o que vai construir e onde.

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