Programa Jovem Aprendiz, primeiro passo no mercado de trabalho

Você ainda não sabe como ingressar no mercado de trabalho? A entrevistada desta edição do Mundo Universitário é a Karina Fernandes, educadora do CIEE. Ela vai responder não só a essa pergunta, mas também mostrar um dos caminhos que o jovem pode seguir para entrar no mercado de trabalho.

Isabelle Bento – Qual é esse caminho?

Karina Fernandes – É o Programa Jovem Aprendiz. A ideia é dar aos jovens a oportunidade de ingresso no mercado de trabalho. O programa é uma Lei Federal, a 10.097/2000, que determina que empresas de médio e grande porte devem contratar jovens com idade entre 14 e 24 anos como aprendizes. Essa lei tem o intuito de dar ao jovem uma profissionalização. Muitos deles com esse trabalho na empresa, escolhem uma possível carreira. É uma oportunidade ímpar para aqueles jovens que não tem experiência nenhuma. O programa começa a partir dos 14 anos de idade dando ao jovem uma dimensão de oportunidades sobre a possível carreira de trabalho.

Isabelle Bento – Como é processo desde o momento que jovem chega no CIEE até começar o trabalho?

Karina Fernandes – O CIEE é uma entidade qualificadora. Fazemos uma ponte entre o jovem e a empresa. A lei de aprendizagem rege que o jovem precisa ter uma capacitação teórica para que possa estar apto a exercer suas funções dentro desse novo universo do trabalho. O CIEE entra exatamente nesse momento, como uma forma de dar a esse jovem o alicerce necessário para que ele possa ter condições de exercer esse período na aprendizagem. O jovem pode vir procurar o CIEE, por meio do nosso site www.portal.ciee.org.br fazendo seu cadastro ou vir à unidade na Candido Mendes.

Isabelle Bento – Qual o benefício que o jovem tem ao participar desse programa?

Karina Fernandes – Hoje o jovem tem um leque de benefícios ao ingressar no programa. Temos inúmeras empresas conveniadas ao CIEE e nos procuram com intuito de dar oportunidade a diversos jovens. Dentre os benefícios previstos na CLT, como salário e outros benefícios que varia de empresa para empresa. O principal objetivo é conseguir dar a esse jovem um processo de profissionalização. Muito desses jovens não tem ideia de qual carreira seguir. A partir das práticas exercidas dentro da empresa, ele pode ter acesso a diversos setores, desde RH, Contabilidade, Financeiro, relacionamento com outras pessoas. A gente consegue dar um alicerce muito legal para que ele consiga exercer as suas atividades práticas dentro da empresa, uma vez que nós somos a entidade qualificadora.

Isabelle Bento – É nesse momento de trabalho que o jovem pode descobrir qual sua aptidão, qual área profissional que ele pretende seguir?

Karina Fernandes – Sim. E nós sempre incentivamos as empresas a fazer com que o jovem circule por diversos setores. Justamente para que possam ter acesso a informações e muitas vezes conseguem ter aderência a uma determinada área E é exatamente aí que eles podem escolher uma possível carreira. Nós temos diversos cursos também em áreas como administrativo, práticas bancárias, comércio e varejo, produção…

Isabelle Bento – Você tem alguma história de sucesso que possa compartilhar?

Karina Fernandes – Estou no programa há nove anos, o que não falta são exemplos de jovens que começaram com 15, 16 anos ou um pouco mais, e hoje foram efetivados nas empresas. Isso é uma coisa que todos eles buscam. Temos exemplos de jovens que viraram supervisores, que atuam em recrutamento, em bancos…

Isabelle Bento – Durante esse período de trabalho, eles fazem cursos ou capacitações?

Karina Fernandes – Para o Ministério do Trabalho é importante que o jovem consiga conciliar as atividades escolares com o trabalho. Uns estudam de manhã e à tarde estão nas empresas. Passa realmente a ser mais corrido, mas eles dão conta, administram isso. Então, favorece ao comprometimento, responsabilidade, administração do tempo. Desenvolvem uma série de competências fundamentais para um profissional no mercado de trabalho.

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